sábado, 11 de junho de 2011

Amores do Arraial


Domingo, 12 de junho, não é apenas a data em que começa o Arrastão do Pavulagem deste ano. Domingo é também Dia dos Namorados. E o Arraial não poderia deixar de compartilhar as histórias de amor que surgiram em meio aos nossos cortejos, ao som de uma música pavuleira. Amores entrelaçados pelo Arraial do Pavulagem. Foi por isso que nós incentivamos os internautas a mandarem seus romances para o nosso email, o imprensa@arraialdopavulagem.com.br. Agradecemos a todos os casais que toparam a ideia. E convidamos  você, leitor, a conhecer a história da Genilza e do Marco.

 

Em 2004, no encerramento do Seminário Cultural da Amazônia, que terminaria com um arrastão do Arraial do Pavulagem, eu a encontrei no meio da multidão que estava e ela finalmente pôde me apresentar o tal amigo. Segundo ela tinha tudo a ver comigo.Já na apresentação houve interesse a primeira vista. Trocamos algumas palavras e logo depois ao som do Arraial e sob a famosa chuva da tarde de Belém aconteceu o nosso primeiro beijo. Ficamos juntos até o término do arrastão. Porém, por motivos que não lembro no momento, não trocamos os números de telefone.

Alguns dias depois eu o encontrei na Ufpa com uma amiga, e pensei que ela era a namorada dele e o tratei friamente. Ele, por sua vez, pensou que a minha frieza queria dizer que eu não queria nada com ele, e decidiu se afastar. Em setembro de 2005 nos reencontramos na Feira do Livro e relembramos aquele dia no arrastão do Arraial, que havia sido tão maravilhoso. Percebemos que ainda havia interesse mútuo um pelo outro e não perdemos mais tempo, começamos a namorano dia 21/09/2005.

O interesse em pouco tempo transformou-se em amor e desde então estamos juntos e sempre que podemos vamos aos arrastões do Arraial que se transformou em um símbolo do nosso amor.

No dia 12/06/2010 oficializamos nossa união no civil e no religioso. Para relembrar o dia que nos conhecemos, fizemos questão de fazer o bolo de casamento e os noivinhos alusivos ao Arraial do Pavulagem. Ficou lindo, nossos convidados adoraram. Para completar a festa nossa tia nos presenteou com uma grata surpresa: ela convidou alguns integrantes do Batalhão da Estrela que tocaram e dançaram no nosso casamento. Foi a surpresa mais maravilhosa e inesquecível que podíamos ter recebido.


 

E este ano, dia 12 de junho, nosso casamento estará fazendo bodas de papel. Ou seja: um ano de casados e adivinhem onde iremos comemorar???????Com certeza no 1º arrastão do Arraial do Pavulagem.

P.S: A Mariza Luz, nossa amiga em comum, foi convidada para ser uma das madrinhas do casamento e aceitou com muita satisfação.

Beijos para todos.
Genilza Soares.   


Saiba mais detalhes sobre o Arrastão do Pavulagem em http://www.arraialdopavulagem.com.br/
                                          

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Vivo, patrocinadora oficial do Arrastão do Pavulagem!


O Arraial do Pavulagem está em clima de comemoração por seus 25 anos de cultura popular na Amazônia. E o Arraial celebra mais de duas décadas de história com o Arrastão do Pavulagem, nosso mais antigo cortejo de cultura popular que representa a quadra junina. E este ano, o Arraial do Pavulagem é patrocinado pela VIVO, através da Lei Semear, da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves e Secretaria de Estado de Cultura (Secult). Além disso, o Arraial passa a integrar o programa CONEXÃO VIVO. 

O CONEXÃO VIVO foi criado em 2001 para reconhecer, valorizar e potencializar os talentos musicais, além de promover a formação do público e a integração cultural. O projeto oferece formação artística e de gestão e produção nas cidades por onde circula, tendo como essência os conceitos de celebração, formação, articulação, intercâmbio, universalidade e a diversidade. 

Assim como o Arraial do Pavulagem, mais de uma centena de projetos musicais de todo o país fazem parte do Programa CONEXÃO VIVO, que reúne shows, festivais independentes, gravação de CDs e DVDs, produção de videoclipes, programas de rádio, oficinas e seminários que compõem uma rede nacional e permanente de atividades culturais envolvendo artistas, gestores e produtores culturais, iniciativas públicas e privadas.

O CONEXÃO VIVO  realiza ao longo do ano um circuito próprio de eventos onde toda essa diversidade de ações ocorre conjuntamente. Além disso, o programa também está presente em muitas das mais importantes iniciativas da cena musical brasileira, seja com o patrocínio de projetos ou parcerias artísticas em eventos de destaque no calendário nacional, e outros festivais independentes.

A construção e articulação de redes culturais nacionais, em diferentes segmentos artísticos, é o foco da Política Cultura da Vivo, que tem no CONEXÃO VIVO uma de suas principais iniciativas. Detalhes sobre as outras linhas de atuação e sobre as formas de participação nos Programas Culturais Vivo estão disponíveis no www.vivo.com.br/cultura. E para saber mais sobre o CONEXÃO VIVO, acesse o portal www.conexaovivo.com.br.

Mais detalhes sobre o Arrastão do Pavulagem, clique aqui.

domingo, 5 de junho de 2011

Vem dançar!


O corpo traduz sentimentos, histórias e preserva a memória de uma vida. É através dele que o som ganha movimentos. Imagem. E nos cortejos do Arraial do Pavulagem não poderia ser diferente. O som que vem dos instrumentos do Batalhão da Estrela vira energia pura nas coreografias de quem participa das oficinas e ensaios de dança do Instituto Arraial do Pavulagem e que depois transporta para a rua, a beleza dos movimentos ritmados pelo carimbó, pela quadrilha e pelo boi-bumbá - sonoridades que tomam conta das ruas de Belém durante o Arrastão do Pavulagem nos meses de junho e julho. 

Patrícia (de blusa amarela) e Cida (à esquerda) durante ensaios

Foi por causa da importância que a dança tem para e para a vida que equipe do Blog resolveu entrevistar os instrutores de dança do Instituto Arraial do Pavulagem. Conheça um pouquinho da história e do trabalho de cada um deles.

Nome: Patrícia Ventura Barbosa/ Idade: 38/Profissão: Assistente Social/Há quanto tempo está no Arraial? 7 anos.
Nome: Maxnildo Soares do Nascimento/Idade: 39/Profissão: Arte-educador/Há quanto tempo está no Arraial? 13 anos.
Nome: Maria Aparecida Brito de Sousa, conhecida como Cida Sousa/Idade: 29/Profissão: Professora de História/Há quanto tempo está no Arraial? 4 anos.

Arraial do Saber: Como conheceu o Arraial?
Max Soares: Queria uma concepção mais paraense. Conheci o Júnior (Soares), o Rui (Baldez) e o Ronaldo (Silva) fazendo show em um caminhão, acompanhando o lançamento de Cd’s como o Via Norte (Ronaldo Silva) e Sotaque de Reggae Boi (Arraial do Pavulagem).

Patrícia Ventura: Tudo foi por um acaso. Conheci o grupo na Praça da República, mas [na época] não tinha essa dimensão de hoje em dia. Ao passar do tempo fui buscando conhecimentos e tive no Max uma referência de cultura popular paraense, sendo que minha vida cultural era toda voltada ao Maranhão.

Cida Souza: Ao participar das oficinas de dança.

Arraial do Saber: Quando virou instrutora?
Max Soares: No início participei das oficinas e no segundo dia o (então) instrutor deixou de ir e eu assumi o lugar dele.

Patrícia Ventura: Logo quando entrei, descobri que tinha vagas para instrutor da dança. Me inscrevi e estou aqui até hoje.

Cida Souza: Ao participar das oficinas logo fui chamada pelo Max para fazer parte da equipe do Arraial.

Arraial do Saber: O que é trabalhado nas oficinas?
Max Soares: A oportunidade de criar.

Patrícia Ventura: Mostrar a origem das manifestações tradicionais, mas com uma releitura dos nossos hábitos urbanos.

Cida Souza: Apresento a história das danças, os movimentos corporais básicos buscando trazer um novo olhar, uma nova interpretação. Sempre usando o conhecimento acadêmico-científico aliado com o popular-tradicional, ajudando que cada um crie seu próprio conceito de cultura.

Arraial do Saber: Qual a diferença dos cortejos de junho pros demais?
Max Soares: Todo arrastão têm diferenças e elas são naturais. No de junho, procuramos trazer os elementos do folguedo do boi, como os movimentos do Pai Francisco (personagem do folguedo que mata o boi para dar à língua para a esposa grávida, Catirina) e Catirina (mulher de pai Francisco no folguedo popular do boi-bumbá, que grávida, deseja comer a língua do boi).

Patrícia Ventura: O cortejo de junho chama mais atenção por ter sido o primeiro a ser realizado. 

Cida Souza: O de junho é o mais completo pela quantidade de arrastões onde em casa um há energias diferentes e temos mais oportunidade de estender o que foi trabalhado nas oficinas.

Arraial do Saber: Quais os ritmos trabalhados nos cortejos de junho? Fale um pouco sobre os ritmos e o que os caracterizam.
Max Soares: Boi-bumbá, carimbó e quadrilha.Neste ano estamos fazendo intercâmbio, dialogando com os elementos do bumba-meu-boi do Maranhão, que é semelhante. É importante dizer que o Arraial do Pavulagem não é um grupo de boi.O Carimbó é da nossa terra, nosso som e não poderia ficar de fora.Na quadrilha, estamos resgatando o modo de dançar juntinho, da maneira mais tradicional.

Patrícia Ventura: Trabalhamos o carimbó, boi-bumbá e quadrilha. O carimbo é nossa manifestação máxima, é o som que sai dos nossos tambores. O boi-bumbá é nossa influência nordestina e o Arraial do Pavulagem é uma das expressões de boi em Belém. Na quadrilha trabalhamos o resgate das danças de salões e terreiros, com o par junto e agarradinho.

Cida Souza: No boi-bumbá ou bumba-meu-boi trouxemos a movimentação cênica de personagens que compõe o folguedo do boi como a Catirina, Cazumbá e Cavalinho. O carimbo é o resgate das raízes com um olhar atual. Na quadrilha dos cortejos é valorizado o “arrasta-pé”.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Conheça a vencedora da campanha "A sua ideia no Arraial"


Sônia Vilhena é uma arquiteta de 32 anos. Paraense de Belém do Pará que não 
gosta de açaí. Mas Sônia tem um atenuante, ela adora o Arraial e, sempre que 
pode, participa  dos cortejos realizados pelo Instituto Arraial do Pavulagem. E foi
esse contato que inspirou Sônia a conceber a arte ganhadora de uma proposta 
lançada na Internet pelo Instituto: A sua ideia no Arraial. A iniciativa era 
promover a participação do público na construção dos cortejos, convidando todos
a enviarem uma imagem que tivesse a cara do Arraial do Pavulagem. A melhor
ideia estamparia as nossas camisas e materiais de divulgação.

Entre as artes selecionadas, de acordo com as regras estabelecidas no site do 
Instituto, a de Sônia foi eleita com 54, dos 72 votos, concorrendo com outras
três artes. A votação feita no último domingo, 29 de maio, e envolveu os 
integrantes das oficinas e ensaios para o Arrastão do Pavulagem. A arte 
vencedora foi anunciada durante o show-ensaio do grupo Arraial do Pavulagem 
na Praça dos Estivadores em Belém.
 
“Eu segui o que o regulamento pedia, que era algo mais ou menos assim: 
‘Expresse, em imagem, o que o Arraial representa pra você’, e aí foi só resgatar 
aquele meu olhar de espectadora durante a passagem de um arrastão. Quando 
ele passa, traz gente festiva, cores, hinos (considero as músicas verdadeiros 
hinos), sons, batucada (alfaias me chamam muita atenção), o nosso cenário de 
praças, mangueiras, sol, chuva e tudo isso agregando muita alegria e celebração.
É isso que o Arraial representa pra mim, como público e espectadora”, explica Sônia.
Sônia Vilhena, admiradora das atividades do Arraial do Pavulagem
Segundo a arquiteta, não é a primeira que ela vence uma premiação. No entanto, 
ganhar na categoria artes visuais representa uma novidade na vida de Sônia Vilhena. 
“Sou muito ligada à musica e já me envolvi em festivais, onde fui contemplada 
através de votação, mas nunca havia me envolvido em eventos de arte visual.
Confesso que estou alternado entre  felicidade e ansiedade! Acho que um dos 
maiores presentes da vida é o reconhecimento que você tem por algo que 
realiza através da sua emoção”, avalia.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Vamos cantar?

Oficina de canto no Instituto Arraial do Pavulagem. Preparação para os cortejos da quadra junina.











terça-feira, 31 de maio de 2011

Saberes para compartilhar


Esta semana um novo grupo de estudantes visitou a sede do Instituo Arraial do Pavulagem à procura de informações sobre a história do Arraial para projetos acadêmicos. As universitárias Dinara Silva, de 21 anos, e Renata Leite, de 26, passaram pelo local no último domingo (29) para entrevistar  organizadores e participantes das atividades do Instituto. Alunas do curso de graduação de ‘Tecnologia em  Gestão Ambiental’, elas  vão defender a Tese de Conclusão de Curso (TCC) “Patrimônio Imaterial Cultural: uma análise socioambiental das atividades desenvolvidas pelo Instituto Arraial do Pavulagem”.

Entrevista com músico Ronaldo Silva, um dos fundadores do Arraial
O tema do trabalho foi escolhido por Dinara, que já havia feito um artigo sobre os projetos do Instituto, intitulado “Um estudo do patrimônio vivo: Instituto Arraial do Pavulagem”.  E a jovem resolveu aprofundar suas pesquisas sobre o Instituto,  estabelecendo paralelos entre o meio ambiente e a cultura. 

Dinara Silva e Renata Leite
 
“Nosso projeto é voltado para o meio ambiente. Como Arraial trabalha com isso, queremos saber qual a contribuição, qual a relação das atividades do Instituto com a questão socioaambiental. E o Arraial é uma instituição diferenciada porque cuida da cultura do nosso Estado”, explica Dinara.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Domingo pavulagem


Novatos, veteranos, instrutores e todas as demais pessoas que ajudam a fazer a história do Arraial tiverem muitas atividades durante a manhã e parte do período da tarde do último domingo do mês de maio, dia 29. Show, oficina de canto, ensaios para os Arrastões do Pavulagem e votação para escolher a arte das camisas e dos materiais de divulgação do Instituto Arraial do Pavulagem.

Oficina de canto
O dia começou com uma oficina de canto, que vai até 10 de junho, ministrada pelo músico Allan Carvalho. Os participantes cantaram e tocaram as músicas do repertório das rodas cantadas, em ritmo de boi-bumbá, quadrilha, carimbó e xote. As rodas cantadas são feitas durante a concentração do público que espera o início dos cortejos. As canções já estão disponíveis no blog do Arraial. Para baixá-las, clique aqui.

Ensaio para o Arrastão do Pavulagem 2011

Enquanto a oficina era realizada, foi anunciado o início do processo de votação da arte que estampará as camisas e materiais de divulgação do Arraial. No dia 14 de maio, o Instituto lançou na internet uma proposta para o público: ‘A sua ideia no Arraial’, onde qualquer pessoa poderia enviar uma arte que tivesse a cara do Arraial do Pavulagem. O período para o envio das artes ficou aberto até 25 de maio. E as quatro imagens selecionadas foram apresentadas para os integrantes do Batalhão da Estrela – comitiva formada por percussionistas, pernas-de-pau, dançarinos, entre outros, que logo depois de voltarem dos ensaios para os arrastões, começaram a votar.

Show-ensaio do grupo Arraial do Pavulagem na Praça dos Estivadores
 
O resultado da votação saiu durante o show-ensaio do grupo Arraial do Pavulagem, na Praça dos Estivadores em Belém, em frente à sede do Instituto.  Ao todo 72 pessoas votaram, e com 54 votos a arte vencedora foi a número 1, enviada pela internauta Sônia Vilhena (Para saber os critérios de seleção, clique aqui).

Apuração dos votos
 
Na opinião da dona de casa Sandra Pimentel, e que dança no Arraial desde o ano passado, a iniciativa é válida. Apesar disso, ela considera o conceito da arte eleita uma repetição de desenhos anteriores. “O conteúdo é o mesmo do Arraial de antes. No futuro acho que vai melhorar, porque tá bem parecido com o que sempre foi feito”, afirma Sandra.

Artes selecionadas que seguiram as origentações listadas no site do Arraial

 
Vitor Tavares votando na nova arte do Arraial

Para o percussionista do Batalhão da Estrela, João Vitor Tavares, de 20 anos, a proposta de dar espaço para o público participar, assim como para os próprios integrantes do Batalhão, agradou. “Acho que é um sinal de que o Arraial está envolvendo o público. E acaba com aquele mito de que só o grupo (músicos da banda) escolhe as coisas. Agora todos escolhem”, opina João.


Arte vencedora - Autoria: Sônia Vilhena


domingo, 29 de maio de 2011

Cantações


Baixe e ouça as músicas que são cantadas e tocadas nas oficinas de canto do Instituto Arraial do Pavulagem. As composições representam os ritmos  (xote, boi-bumbá, carimbó e quadrilha) executados durante a roda cantada, quando o público se concentra na Escadinha da Estação das Docas à espera da saída do cortejo em direção à Praça da República em Belém do Pará.  Já nos cortejos, especificamente, apenas o xote não é tocado.

Percussionistas acompanhando oficina de canto/ Foto: Hugo Almeida

Cantações das músicas para a roda cantada/ Foto: Yorranna Oliveira

Aprendendo as letras das canções/ Foto: Hugo Almeida

Para baixar, basta clicar no título de cada música.

Pra recordar a balança (Allan Carvalho e Ronaldo Silva)
Ritmo: Boi-bumbá

Me leva meu Boi Malhadinho
Pra ver o areial do Atalaia
Pra ver farol girando
Pra ver ondas verdes na praia
Vento do oceano vem chegando
Traz o navio rosa branca
Traz meu tambor roncador
Pra recordar a barranca 
Balanceia boi do mar
Vem brincar na lagoinha
Depois vai na Silva Castro
E depois na Pedreirinha

 

Realeza do Guamá  (Júnior Soares e Ronaldo Silva)
Ritmo: Boi-bumbá

Vem ver, morena ver
Minha prenda é uma beleza
Tesouro da natureza
Realeza do Guamá (2x)
Eu jogo flor no caminho
Pro meu boi balancear
Eu plantei flor violeta
Tem rosário o meu bumbá (2x)
Balanceia boa malhado
Dança que eu quero ver (4x)



São João do Carneirinho (Allan Carvalho e Ronaldo Silva)
Ritmo: Boi-bumbá

Meu São João do carneirinho
Abençoai, abençoai este terreiro
Onde o brinca o Boi Malhado
Serenando de alegria

Bordadeira, rezadeira
Borda o couro, borda a barra
Borda bolero e bandeira
E as brincadeiras de junho

Bandeira, mastro e fogueira
Fogueira, mastro e balão
Vem meu batalhão chegando
Pra alegria de São João


Maio (Allan Carvalho e Ronaldo Silva) 
Ritmo: Boi-bumbá

Quando vem chegando maio
Meu balaio já tem flor
Traz batalhão na balança
Faz chão da terra tremer

Buquê de flor no rosário
No calendário é São João
Fogueira arde a fogueira
Pureza no meu coração

Essa toada do tempo
Traz alegria e luz
Pra clarear noite escura
Estrela d’Alva e a luna



Pérola Rara (Allan Carvalho)

Ritmo: Boi-bumbá

Bumba meu boi malhadinho
Na barricada
Bumba meu boi malhadinho
Pérola rara
E na casa dela vou brincar
De cirandar, oiê!
De cirandar, oiá!
Perto da fogueira eu vou brincar
De namorar você
De meu queimar, Iaiá!


12 horas sem te ver (Pinduca e Neném)
Ritmo: Carimbó

Não consigo muitas horas
12 horas sem te ver
O meu coração implora
Com saudades de você

É você meu bem tudo que eu quero
Nesse teu sorriso
Eu vejo tudo que eu sempre quis
Teus lábios me encantam
Teu olhar venero
Esse corpo lindo meu bem
É tudo que eu quero 


Ritmo: Carimbó

Eu quero ver, ô, menina eu quero ver
Eu quero ver, você agora embolar
Eu quero ver, ô, menina eu quero ver
O carimbó do macaco
Que eu fiz pra você cantar

É macaco caco macaco
Macaco, macaco au
O macaco ó do macaco
O macaco do macacal
Eu conheço um macaquinho
Que é filho do macacão
Neto do macaco velho
Que mora lá no sertão.


Siriá do Pará (Pinduca e Menezes de Carvalho)
Ritmo: Carimbó 

Siriá, meu Siriá
Onde você foi parar?
Siriá, meu Siriá
Onde você foi parar?
Já chegou lá em Recife
E também no Ceará
Na Amazônia todos cantam
Siriá do meu Pará

Segura na saia meu bem querer
Remexe menina que eu quero ver
Segura na saia meu bem querer
Remexe menina que eu quero ver


Banho de Cheiro (Osvaldo Oliveira)
Ritmo: Quadrilha 

São João chegou
Vou tomar banho de cheiro
Pra tirar urucubaca
Que peguei o ano inteiro
Na minha terra quando chega São João
O banho de cheiro é nossa tradição
Em toda rua passa o vendedor de cheiro
Dizendo o dia inteiro e todo mundo vai
comprar
Quem quer gamota, mojuí e pataqueira
Patichuli pra quem gosta de cheirar
Manjericão e cantiga-de-mulata
Eu levo palmilha e levo flor de giricá
Cheiro-cheiroso pra acabar o catingoso



Coração em festa
Ritmo: Quadrilha

Eu tanto procurei, eu tanto procurei
Que eu encontri meu bem
A esperança tarde, a esperança tarda
Mas um dia vem
Eu tanto procurei, eu fiz tanta promessa
Ao meu São João
Que esta noite a festa, esta noite a festa
É no meu coração


Acenda fogueira que hoje é meu dia
É tanta alegria que não tem mais fim
Baião vai subindo, levando  a saudade
Que agora não mora mais dentro de mim


Nó Cego
Ritmo: Quadrilha


Ela pula fogueira
Ela pisa na brasa
Bota no nome na bacia
Pra ver se ela casa
Há trinta anos ela faz os rituais
Não casou até agora e não casa nunca mais
Essa donzela vai morrer no caritó
Nem santo casamenteiro pra desamarrar esse nó



Santo Antônio, São Pedro, São João
Ritmo: Quadrilha

Pulei fogueira, soltei balão
Fiz tudo para agradar Santo Antônio
São Pedro e São João
Fiz tudo quanto é brincadeira
Só desta maneira
Eles vão em atender


Vou beijar você
Ritmo: Quadrilha

Vou beijar você, vou beijar você
No jardim da sua casa
Para todo mundo ver
Eu não me importo
Que o povo fique olhando
Sua mãe pela janela
Seu pai na porta espiando
O que eu quero é beijar você
No jardim da sua casa
Para todo mundo ver
Quem não deve namorar nem escondido
É toda mulher casada
Que respeita seu marido
O que eu quero é beijar você
No jardim da sua casa
Para todo mundo ver


Mensageiro do Arari (Júnior Soares e Ronaldo Silva)
Ritmo: Xote

O meu boizinho mês de maio preparando
Bordando estrela sol e lua marinheira
Tem um rosário, escapulário de brilhante
Cordão de ouro e prata na bandeira dele (2x)
A Rosa flora flor bonita
Na brisa mansa da maré levando
Te procurando  e te achando serenada
É madrugada a lua cheia vem raiando
Eu já vou indso nesse claro da candeia
Farol do mar meu coração é o navio
Que sobe o rio na balanceira de água doce
Como se fosse o mensageiro do Arari



Coqueiro Verde (Domínio Público)
Ritmo: Xote

Coqueiro verde tomba mais não cai
A moça que se casa 
Oi, não namora mais
Se ela namorar, o coqueiro tomba e cai 

Tava cosendo na porta
A linha só dando nó
Se quiser falar comingo
Venha hoje que tô só

Coqueiro verde tomba mais não cai
A moça que se casa 
Oi, não namora mais
Se ela namorar, o coqueiro tomba e cai 

Meu anel de sete pedras
Me costou mil e quinhetos
Quando eu boto ele no dedo
Não me falta casamento

Coqueiro verde tomba mais não cai
A moça que se casa 
Oi, não namora mais
Se ela namorar, o coqueiro tomba e cai 

Eu subi no céu e vi
Perguntei à Nossa Senhora
Se namoro for pecado
Eu é peco toda hora

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Com vocês, os pernas-de-pau

Texto: Hugo Almeida, estagiário de Jornalismo/Fotos: Hugo Almeida
Edição: Yorranna Oliveira




Eles são altos, se destacam pela estatura, pelos rostos pintados, ou mesmo pelas roupas exageradas. Os pernas-de-pau do Batalhão da Estrela* trazem a beleza e magia do circo para os cortejos do Instituto Arraial do Pavulagem. E em junho, prepara-se para vê-los de um lado para o outro nos Arrastões do Pavulagem.

Enquanto os arrastões não chegam, dá para ver quem anda nas pernas-de-pau treinando e se preparando nas oficinas de artes circenses do Instituto, realizadas na Praça dos Estivadores, no bairro da Campina em Belém, bem em frente à sede do Instituto Arraial do Pavulagem.



Recurso milenar, objeto de brincadeira, popular, circense, clássico e contemporâneo. As pernas-de-pau estão cada vez mais presentes nas diversas manifestações artísticas. Há quem as considere um palco ambulante, que permite visibilidade na rua, destacando o corpo do artista acima das cabeças da multidão.Através do jogo de equilíbrio/desequilíbrio da posição ereta, as pernas-de-pau são capazes de proporcionar novas possibilidades de expressão e experimentação artística. 


Os estudantes Renan Luz, 18, e Camila Freitas, 19, pela primeira vez descobrem, durante as oficinas, as sensações de andar nas alturas. Camila tocava percussão nos cortejos do Arraial e sempre quis ter uns centímetros a mais em seus 1,50 m. “Queria andar na perna-de-pau porque o meu maior sonho é ser alta e aqui realizo esse sonho, mesmo que por algum tempo”, brinca a estudante.

Já para Renan, é a superação de desafios que o motiva. “É a primeira vez que participo de alguma atividade do Arraial e escolhi a perna-de-pau justamente por apresentar maior dificuldade. Eu gosto das coisas difíceis e está sendo muito divertido”, afirma.



Mas, para a magia fluir, é preciso andar sobre as pernas-de-pau com segurança e leveza. Logo após o período de oficinas (19/05 a 26/05), os participantes entram na fase de ensaios  (27 /05 a 10 /06) e o nível de dificuldade vai aumentando para que eles estejam preparados nos dias dos cortejos.

 
*O Batalhão da Estrela é uma comitiva formada por músicos, dançarinos, artistas circenses que participam do processo de construção dos cortejos do Instituto Arraial do Pavulagem. É uma comunidade crescente que guarnece a brincadeira e se junta ao público e aos profissionais que atuam nos bastidores da festa.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Baú do Saber

Em 2011, o Arraial do Pavulagem completa 25 anos de história e resolvemos voltar no tempo, revirando o nosso baú de memórias e de quem acompanha os cortejos do Arraial. E olha só o que a pavuleira Lucelle Nascimento, integrante do Batalhão da Estrela e que está com a gente há mais de 20 anos, encontrou nos arquivos dela sobre o Arrastão do Pavulagem, nosso tradicional cortejo da quadra junina:


Show do Arraial do Pavulagem em outubro de 1993

Recorte de jornal sobre o Arrastão do Pavulagem

Show do grupo Arraial do Pavulagem na Praça da República

Cortejo passando pela Avenida Presidente Vargas rumo à Praça da Repúbica

Júnior Soares (à esquerda com o Grupo de Carimbó Sancari)